Molelos Online: Passado, Presente e o Futuro...


O Espaço de Molelos na Internet - Molelos Online registou recentemente 100 000 visitas. Este espaço surgiu online em Maio de 2008 para colmatar uma lacuna de informação sobre a freguesia de Molelos. Ao longo de 2 anos foram publicados mais de 400 artigos. 
Só foi possível alcançar estes números devido à colaboração do movimento associativo, dos oleiros e diversos anónimos. A Todos que gentilmente contribuíram para o engrandecimento deste espaço, um grande obrigado.
A Freguesia de Molelos possui imensas potencialidades, que nunca foram desenvolvidas seriamente. Apesar de ser publicamente reconhecido a existência de um movimento associativo extremamente dinâmico, um artesanato único e um desenvolvimento ímpar nos últimos anos, continua a falhar um plano de promoção que dignifique e perpetue o que de melhor se vai realizando anualmente nesta nobre terra do concelho de Tondela.
Com base neste pressuposto foi criado este espaço de informação, promoção e reflexão que foi crescendo de forma assustadora até Fevereiro de 2010. 
Enquanto activo foi uma referência na promoção da freguesia de Molelos. Esta plataforma rudimentar deu alma a uma freguesia onde os imigrantes inicialmente “consumiam” a maior parte da informação postada.

Actualmente 50% dos visitantes são oriundos de Portugal. Curiosamente este espaço recebe mais visitas do Brasil e dos Estados Unidos do que de qualquer País europeu, com excepção de Portugal.
A título de curiosidade os artigos mais visualizados são os referentes ao Artesanato, Movimento Associativo, Dialecto e Localização. Curiosamente também, estes foram os assuntos que sempre desenvolvi e sempre defendi que deveriam ser ainda mais explorados.

Foi uma aposta ganha. Necessitava urgentemente de uma reestruturação de forma a actualizar as informações apresentadas. Mas o prazo de validade expirou…. e como sempre disse, “quem sabe um dia não será reactivado para engrandecer (ainda mais) a maior freguesia do concelho de Tondela.” Quem sabe….

Reorganização Territorial: Freguesia de Molelos

Intervenção realizada na Assembleia de Freguesia de Molelos no dia 22 de Junho sobre a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica. 

"A reorganização do território é um assunto que tem despertado um alarido característico neste pedaço de terra falido que tem o nome de Portugal. Atualmente o cidadão comum sente  na pele o que um conjunto de feras incompetentes produziu ao longo de muitos e muitos anos.
Enquanto jovem, não me contenho em palavras para descrever tanta incapacidade, tanta incompetência, tanta ganancia, tanto egoísmo, tanto desrespeito pelas gerações vindouras.
Se o povo foi responsável por eleger determinados senhores também tem o direito e o dever de solicitar bem alto que se apure como e quem efetivamente nos conduziu a tamanho descalabro económico mas sobretudo social.
Infelizmente todos nós conhecemos pessoas que estão a passar dificuldades económicas extremas.
Existem tantas, tantas crianças que partilham com os seus pais a escassez de recursos financeiros para as mais elementares necessidades.
Existem tantos jovens à espera de uma oportunidade para mostrarem os seu  real valor, uma oportunidade para demonstrem  o que apreenderam durante longos anos de estudo, uma oportunidade para se realizarem pessoal  e profissionalmente de forma a realizarem os seus sonhos.
Existem, tantos anónimos com 40, 50, 60 anos que perderam o seu posto trabalho. O trabalho que lhes permitia pagar um empréstimo. O trabalho que permitia ter os filhos a estudar. O trabalho que permitia ter um lar onde os bens essenciais não faltavam.
Existem empresas sufocadas, empreiteiros que viram como única solução o despedimento de quem durante uma vida os ajudou a crescer. As obras pararam. O comércio local está estagnado. Não conseguimos  produzir e o mercado vai-nos oferecendo o melhor e o pior da China.
Já para não falar dos idosos.
Os nossos idosos são quem merecem o mais profundo respeito. São responsáveis pela nossa identidade. Muitos sobreviveram ao longo da sua vida com muito pouco, mas conseguiram alimentar 6, 7 e 10 filhos, fazer uma casa e deixar heranças.
Em troca, sobrevivem com miseras reformas que são canalizadas para as farmácias, para ajudar os filhos, os netos e bisnetos.
Que pobre cenário. Que triste realidade!
Parece que vivemos incrédulos com esta calamidade pública e que pouco ou nada podemos fazer, contudo, existem pessoas, provavelmente já a pensar nas próximas eleições autárquicas que estão extremamente empenhadas em colocar na ordem do dia a Reorganização do Território como um problema trágico para as pessoas deste país.
A reorganização do território não devia ser um problema mas sim uma oportunidade de otimizar recursos e serviços. Pensar globalmente um território traz mais-valias, ao invés de se criarem infraestruturas abuso sem qualquer certeza de rentabilidade.
Critico ferozmente quem no passado não soube utilizar o dinheiro publico e comprometeu o presente e o futuro do nosso país. Contudo por outro lado não posso apoiar vivamente uma lei que penaliza algumas freguesias.
No caso concreto de Molelos, que é a freguesia que defendo, penso que esta lei não vai trazer significantes alterações. Quer sejamos ou não agregados a outras freguesias, Molelos não vai perder a sua identidade.
A freguesia de Molelos tem uma identidade muito própria que inveja outras terras.
Possuímos um movimento associativo dinâmico e único. Temos um Clube Atlético de Molelos que possui umas instalações de referência, que promove a formação e capta as atenções de quem gosta de futebol domingo após domingo.
Temos uma Escola de Futebol de Molelinhos que para além de participar no escalão máximo do futebol português, forma atletas que compõem a seleção nacional.
Temos dois ranchos, os Velhos costumes e As Cantarinhas que divulgam o nome de Molelos em muitos pontos do país e estão sempre dispostos a colaboram com as demais iniciativas concelhias.
Temos um grupo de cicloturismo, Os sempre a 30 que são uma referência na estrada e na organização de provas d reconhecido valor.
Temos a AJUDA que promove atividades diversas e dinamiza a localidade do Botulho.
Temos um grupo de escuteiros recetivo a promover os mais elevados valores junto dos mais jovens.
Temos a SMIR que possui um dos maiores espetaculares espaço para a realização de eventos no Concelho de Tondela. Apesar da sua alternância pauta-se por organizar anualmente as festas do padroeiro da freguesia.
Além do movimento associativo, Molelos tem uma identidade muito própria que caracteriza cada localidade que constitui esta nobre freguesia.
 No Botulho realiza-se anualmente a Santa Luzia e a Nossa senhora da Ajuda. Em Molelinhos a Senhora dos Remédios. Na Vela o São Pedro. No Casal o Santo António. Enquanto na Raposeiras lançam-se foguetes para o ar.
Temos a louça preta. Provavelmente a maior bandeira desta freguesia. Possuímos um dialeto própria, o galreamento. Isto é a nossa identidade.
Temos um padre que contribuiu significativamente para o desenvolvimento desta terra.
Possuímos as melhores infraestruturas desportivas e rodoviárias. Temos constantes requalificações. Alargam-se becos e caminhos. Recuperam-se fontanários. Implementam-se estátuas. Até o “Ganito” teve direito a tal distinção.
Temos um presidente de Junta teimoso mas que faz obra.
Quer queira-mos quer não esta é a nossa identidade. Não haverá lei nenhuma que destrua a identidade de uma terra e de um povo.
Sr. Presidente, entendo que não queira ser o “coveiro” da freguesia de Molelos. Estou certo que nenhum dos presentes apoia tal intensão.
Contudo, temos que estar preparados para as mudanças. E o futuro impõe sérias reestruturações do território, sérias mudanças de hábitos e costumes. Sou frontalmente contra esta lei, nos moldes como foi imposta, mas estou recetivo a muitas mudanças que visem alterar o triste cenário que descrevi no início desta intervenção.
Parece-me que este assunto é uma guerra perdida. Bem ou mal vai nos ser imposto a redução ou aglomeração de sete freguesias do concelho de Tondela, sendo uma que já esta escolhida, Silvares.
Perante isto, o que o sorteio ditar, temos que acolher e aceitar. Penso que todas as manobras e tentativas de travar esta lei vão ser em vão porque temos que respeitar os compromissos que o PS colocou no memorando da Troika e o PSD subscreveu.
Contudo, Sr. Presidente estou solidário com a posição que os presidentes de junta do concelho de Tondela tomaram porque não me revejo também na ideia de colaborar na extinção da freguesia de Molelos."

OPINIÃO: Porquê Homenagear o P.e Américo da Cunha Duarte??

Entendo que as homenagens devem ser (apenas) realizadas a Pessoas que se destacam ou destacaram, que fazem ou fizeram mais do que lhes competia e que são ou foram exemplos a seguir.
As homenagens não se devem realizar por simpatia para não banalizar este nobre ato que somente “alguns” merecem ostentar. O reconhecimento imerecido poderá por em causa a credibilidade de quem o realiza e por outro lado vulgarizar quem em momentos anteriores já recebeu outros galões.
Rejeito vivamente homenagear quem fez a sua simples e mera obrigação.
Entre 15 e 20 de Março de 2012 a Junta de Freguesia de Molelos associou-se às comemorações dos 150 anos da Igreja Paroquial de Molelos. Provavelmente foi um dos eventos mais ambiciosos realizados na freguesia de Molelos nos últimos anos.
Em colaboração com o património vivo e dinâmico da “maior freguesia” do concelho de Tondela foi possível realizar um evento bastante diversificado que à muito não se via por aqui…
Não foi um evento imponente, essencialmente, devido às condições climatéricas que se registaram. São Pedro, o Padroeiro da Freguesia abençoou este evento com chuva e muitos aguaceiros, sabe-se la porquê! Contudo realço um programa extremamente bem pensado que somente pessoas muito ambiciosas conseguem colocar em prática.
A semana começou com uma Sessão Solene, diga-se com “polpa e circunstancia”. Nos dias seguintes houve teatro, cerimónia religiosa, procissão, música tradicional, arraial beirão (com dois grupos de Molelos numa só noite), acampamento de escuteiros, cicloturismo, um almoço convívio e folclore.
Molelos em Festa culminou com a homenagem ao pároco de Molelos, P.e Américo da Cunha Duarte.
O Padre Américo da Cunha Duarte nasceu em 1942 na freguesia de São Pedro de France, Viseu.
Com 23 anos terminou o Curso de Teologia depois de frequentar os Seminários diocesanos de Viseu. A 23 de Julho de 1965 na Sé de Viseu foi ordenado sacerdote com ordens de missa, tendo iniciado o seu percurso na Paróquia de S. José (Viseu) onde trabalhou até 1969.
De seguida partiu para Moçambique onde entre outras atividades, desempenhou as funções de professor no Colégio Diocesano Paulo VI e Escola de Artes e Ofícios e pároco de Vila Junqueiro, Gurùe.
Em 1977 regressou a Portugal onde foi nomeado pároco de Molelos e paralelamente foi incumbido de ministrar aulas de Educação Moral e Religiosa Católica, na Escola Preparatória de Tondela e posteriormente Na Escola do 2º e 3º Ciclo.
Nove anos depois, assumiu até à atualidade, a Paróquia de Nandufe.
Entre 1991 e 1994 adquiriu o grau de Licenciatura pela Universidade Católica do Porto. Ainda lecionou na Escola Grão Vasco de Viseu a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica entre 1993 e 1996.
Depois de aposentado, iniciou o Curso de Mestrado em Bioética Teológica em 2000 na Faculdade de Teologia do Porto, tendo defendido o seu trabalho de dissertação em 2004.
Em 2011 edita o livro “Droga e Toxicodependência e a Proposta Educativa da Igreja Católica no Magistério de João Paulo II”.
 Esta obra demonstra o seu conhecimento sobre a problemática da toxicodependência entre os jovens, analisa as suas causa e características, questiona os valores da sociedade atual e apresenta efetivamente uma mensagem positiva e encorajadora para ultrapassar este flagelo tal como o Papa da Juventude, João Paulo II, fez tantas vezes nas suas intervenções junto dos seus seguidores.
Pessoalmente, entendo que este percurso de 35 anos a liderar a Paróquia de Molelos, por si só, não justifica uma distinção pública. Então, quais as razões que existem para homenagear o P.e Américo da Cunha Duarte?
Já passaram alguns meses desde que tive conhecimento da intensão da Junta de Freguesia de Molelos distinguir o pároco da Freguesia. Após uma breve ponderação, não hesitei em me associar a esta, mais que merecida, HOMENAGEM, ora vejamos:
O Padre Américo da Cunha Duarte ao longo dos últimos 35 anos criou a sua própria identidade e conseguiu o respeito de diversas gerações. Este sentimento é comum a muitos jovens, idosos, católicos praticantes, católicos não praticantes, crentes e alguns ateus desta nobre freguesia com quem conferenciei sobre o assunto.
A sua atenção para com os mais idosos é brilhante. Existe sempre uma palavra de esperança muito própria que cativa e contagia os “nossos avós.” Provavelmente a pensar neles, surgiu a ideia de construir nesta freguesia o Centro Social e Paroquial de Molelos.
O Padre Américo foi o responsável pela solidificação deste projeto. Além de criar emprego é um espaço que ajuda diariamente as pessoas que merecem todo o “nosso” carinho. O centro de dia é uma realidade, assim como o apoio domiciliário a muitas pessoas que dependem exclusivamente deste serviço para ter um resto de vida com a mínima dignidade.
De realçar que as verbas resultantes da venda do livro “Droga e Toxicodependência e a Proposta Educativa da Igreja Católica no Magistério de João Paulo II” revertem a favor do Centro Social Paroquial de Molelos.
A sua capacidade de iniciativa em prol da freguesia não se resume apenas ao Centro Social e Paroquial de Molelos. O Padre Américo da Cunha Duarte também foi responsável pela requalificação da Igreja Paroquial de Molelos, Capela do Botulho e Molelinhos.
Por outro lado, foi decisivo na construção da Casa Mortuária localizada junto aos edifícios já referidos. A Capela Mortuária é a concretização de um projeto que vai de encontro com as pretensões das gentes de Molelos, concretizando o desejo de ter instalações condignas e com condições mínimas de comodidade.
Entre outas iniciativas que promoveu destaco ainda a construção da Casa Paroquial e mais recentemente a aquisição da casa de Manuel do Paço.
Estes edifícios foram construídos com o apoio da população e apoios institucionais. Esta capacidade de congregar apoios é fantástica. Somente alguns o conseguem alcançar.
Ainda vale a pena recordar a sua disponibilidade. Existe sempre uma palavra de colaboração nas mais diversas iniciativas. Apenas para exemplo, recordo a disponibilidade total para colaborar na iniciativa Limpar Portugal.
Pelos motivos expostos e provavelmente outros que desconheço a seu favor, a homenagem efetuada pela Junta de Freguesia de Molelos é justa e merecida porque o Padre Américo da Cunha Duarte destacou-se por fazer mais do que lhe competia, sendo um exemplo a seguir…

MOLELOS em Festa



Os 150 Anos da Igreja Paroquial e as 11 razões de MOLELOS EM FESTA!!!


- Sessão Solene
- Festa Religiosa
- Arraial Beirão
- Teatro
- Ranchos Folclóricos
- Cicloturismo
- Musica Tradicional Portuguesa
- Filarmónica de Tondela
- Tarde Desportiva
- Almoço Convívio
- Homenagem 




Organização: Junta de Freguesia de Molelos


Assembleia de Freguesia de Molelos


Intervenções efetuadas por Ricardo Santos na reunião ordinária do mês de Dezembro de dois mil e onze da Assembleia de Freguesia de Molelos:

Ricardo Santos iniciou a sua intervenção apresentando um Voto de Congratulação que se estende às seguintes iniciativas: Limpeza das Ruas da Raposeiras, realização de uma visita aos baldios da Freguesia pelos Elementos que constituem a Assembleia de Freguesia de Molelos, recepção na sede da Junta de Freguesia de Molelos dos elementos que incorporaram o V Capitulo da Confraria do Cabrito da Serra do Caramulo, dinamismo do movimento associativo e Junta de Freguesia pelo embelezamento de diversos locais públicos na quadra natalícia e pela campanha de sensibilização realizada pelo executivo sobre o destino adequado dos diversos tipos de resíduos. Por fim felicitou o executivo pela décimo evento intitulado Natal Para Todos e aproveitou para lamentar os furtos que têm ocorrido na freguesia de Molelos
Ricardo Santos questionou o executivo sobre os custos associados às limpezas das fossas pela Junta de Freguesia. Por outro lado questionou o executivo sobre quais as razões que estiveram na origem da Homenagem realizada a Dra. Margarida. Ricardo Santos defende que as homenagens devem ser apenas realizadas a pessoas que se destacam, que fizeram mais do que lhes competia e que são exemplos a seguir. Senão corremos o risco de ter que homenagear todos os profissionais que estão ao serviço da população mas que apenas fizeram o que era a sua simples obrigação.
Ricardo Santos esclareceu que o processo da Reforma Administrativa, à data, iria-se reger pelo Livro Verde apresentado sobre o assunto que definia alguns critérios orientadores para a redução de freguesia segundo o número de habitantes e a distância à sede do Município. Defende que qualquer redução anunciada é mera especulação.

Assembleia de Freguesia de Molelos


Intervenções efetuadas por Ricardo Santos na reunião ordinária do mês de Junho de dois mil e onze da Assembleia de Freguesia de Molelos:

Ricardo Santos felicitou a Junta de Freguesia por mais uma vez se associar à caminhada organizada pela Farmácia de Molelos. 
Por outro lado, apresentou um Voto de Louvor aos três elementos da Junta de Freguesia pela obra recentemente inaugurada: Monumento ao São Pedro, uma vez que esta confere identidade à freguesia de Molelos
Ricardo Santos sugeriu que se aumentasse os preços dos jazigos e sepulturas perpétuas e os atestados e certificados fossem emitidos de forma gratuita para as pessoas com menores posses.
Ricardo Santos manifestou o seu agrado acerca do trabalho realizado pelo executivo, no local do Penedo, que culminou com a desobstrução de caminhos públicos, os quais foram alvo de uma tentativa indevida de apropriação pelo senhor que comprou o pinhal que pertencia ao Sr. Matos. 
Por outro lado informou a Assembleia de Freguesia que os baldios envolventes ao referido pinhal, estão a ser desmatados por estarem a ser alvo de nova apropriação indevida. Assim, de forma a estar informado, para quando fosse questionado sobre o assunto, questionou o executivo sobre o sucedido.

Assembleia de Freguesia de Molelos


Intervenções efetuadas por Ricardo Santos na reunião ordinária do mês de Abril de dois mil e onze da Assembleia de Freguesia de Molelos:

Ricardo Santos questionou o executivo sobre a construção do saneamento na Raposeiras e sobre como está a situação da apropriação de terrenos pertencentes à Junta de Freguesia no lugar do Penedo.

Assembleia de Freguesia de Molelos


Intervenções efectuadas por Ricardo Santos na reunião ordinária do mês de Dezembro de dois mil e dez da Assembleia de Freguesia de Molelos:

Ricardo Santos questionou o executivo se está previsto, em alguma rubrica, a concretização de “uma grande festa” tal como já foi explanado nesta assembleia.
Ricardo Santos felicitou o executivo pela realização da iniciativa Natal para Todos

Assembleia de Freguesia de Molelos


Intervenção efectuada por Ricardo Santos na reunião ordinária do mês de Setembro de dois mil e dez da Assembleia de Freguesia de Molelos:

Ricardo Santos questionou o executivo sobre a eventual requalificação da estrada que liga a Raposeiras - Tojal Mau – Nandufe.

Assembleia de Freguesia de Molelos

Intervenções efetuadas por Ricardo Santos na Reunião ordinária do mês de Junho de dois mil e dez da Assembleia de Freguesia de Molelos:

Ricardo Santos iniciou a sua intervenção destacando três iniciativas de cariz social realizadas em menos de seis meses pela Junta de Freguesia: Natal Para Todos, Baile a Favor do Haiti e recentemente Passeio Sénior. Por esta última iniciativa, Ricardo Santos apresentou um Voto de Louvor à Junta de Freguesia de Molelos uma vez que estas iniciativas vão de encontro à satisfação das pessoas mais idosas da nossa terra.
Por outro lado apresentou um Voto de Louvou à Junta de Freguesia pelo apoio logístico na iniciativa Limpar Portugal. Este voto estende-se aos Escuteiros de Molelos, Grupo de Cicloturismo Sempre a 30, Escola Secundária de Tondela e todos os participantes pelo trabalho realizado na freguesia de Molelos.
De seguida entreviu, Ricardo Santos defendendo que a Junta de Freguesia deve estar o mais próximo quanto possível das pessoas. Assim alerta para a inexistência de um placar (vitrina) nos locais da Freguesia onde estas não existam, como é o caso da Raposeiras. 


História: Páscoa em Molelos

“O respeito pelas Tradições criadas pelos nossos antepassados é a atitude mais humilde que o povo tem para recordar quem já partiu.”
A Páscoa para os judeus significa a “passagem” da condição de escravos para a liberdade, enquanto que, para o povo cristão significa a “passagem” da condição de pecadores para a graça e para a vida eterna. Para outros, a Páscoa é sinónimo de amêndoas, ovos e coelhos de chocolate ou ainda pode ser encarada como mais dois ou três dias de descanso a ver televisão ou realizar uma “escapadinha” à praia ou à serra. No “coração” da Loiça Preta de Molelos, na Raposeiras, este acontecimento é vivido intensamente e de forma diferente. A Páscoa é sinónimo de tradição, recordações, respeito, convívio e amizade.
Que eu tenha conhecimento nada existe escrito aprofundadamente sobre a Páscoa da Raposeiras.
Pelo que consegui apurar ao longo dos últimos anos a tradição da Páscoa na Raposeiras tem mais de 70 anos, e tudo começou quando foram lançados foguetes que comemoravam o anúncio de um determinado casamento.
Na Páscoa seguinte, alguns jovens solteiros organizaram-se e efectuaram um peditório, casa a casa, para a compra de foguetes, a lançar durante o sábado, domingo e segunda-feira de Páscoa. Existem fortes evidências, que quem iniciou esta prática foi a família de Alexandre Marques Coimbra (já falecido), sendo este o responsável pela afirmação do lançamento de foguetes durante a Páscoa na Raposeiras. Existem relatos que descrevem que este Homem se deslocou à Lageosa do Dão, a pé, trazendo consigo os foguetes a lançar nesta época festiva. Mais tarde o transporte era efectuado em motociclos a partir de Santa Ovaia e posteriormente de Nespereira Alta.
A Festa iniciava-se três a quatro semanas antes do dia de Páscoa com o peditório efectuado pelos rapazes solteiros. O donativo mais elevado rondava os quinze escudos, que apenas permitia adquirir meia dúzia de foguetes de tiro ou estalaria. Por outro lado as raparigas solteiras ficavam incumbidas de fazer as flores em papel para o baile a realizar na segunda-feira de Páscoa. Estes momentos eram aproveitados sorrateiramente pelos rapazes solteiros para se aproximarem delas permitindo arranjarem o par ideal para o baile e/ou para vida.
A noite de Páscoa era caracterizada pelo lançamento de foguetes de hora em hora, ouvia-se o toque dos sons das serrações existentes, sentia-se o toque dos sinos da igreja, pairava o toque da sirene dos bombeiros e atormentava-se as ruas a toque de bombos. Daí eu dizer que hoje, a Páscoa é sinónimo de respeito, uma vez que se abdicou deste modo de passar o tempo. A noite ainda ficava marcada pelos sons das concertinas e consequentes desgarradas, assim como da passagem obrigatória por determinadas casas que aguardavam a chegada dos rapazes solteiros para petiscar e beber um copo de vinho, anis ou aguardente. A diversão era tal que vinham rapazes solteiros (e alguns casados) do Casal, do Pelourinho, do Alto Pina, da Pedra da Vista, da Ribeira, Nandufe e até de Campo de Besteiros para pernoitar no “coração” da Loiça Preta de Molelos.
Pelas seis da manhã de domingo iniciava-se a primeira descarga de foguetes seguida de uma passagem pela tasca do “Ti Aires” e posteriormente pelo café para acomodar o estômago com doces oferecidos pelos seus proprietários. Seguia-se um jogo de futebol no campo das Relva-Fondeiras com casados contra solteiros que terminava quando as pernas já não aguentavam mais ou quando o empate sucedia, sendo este do agrado de ambas as partes.
Durante a visita pascal, à tarde, eram lançados foguetes. Na segunda-feira de Páscoa realizava-se junto à laje que existia em redor do Café S. Carlos um baile de Páscoa. Consta-se que os melhores grupos musicais de então (os Andorinhas, os Melros e os Perus) abrilhantavam a noite para a satisfação dos presentes. O último baile de Páscoa que se realizou foi à 22/23 anos, onde actuou o grupo “Alvará”.
Actualmente, a Páscoa é vivida intensamente mas alguns hábitos foram se perdendo no tempo. No dia seguinte ao Dia do Sr. dos Aflitos (quinze dias antes da Páscoa), os solteiros iniciam um peditório casa a casa com início no Alto da Raposeiras até a estrada principal de Molelos. Em seguida efectua-se o mesmo procedimento na zona do Machorro.
Os rapazes solteiros são recebidos de “braços abertos” pelo povo. Que gente tão humilde e hospitaleira, esta malta das Raposeiras. Respira-se alegria, amizade e proximidade. Sente-se um orgulho imenso em viver aqui.
No Sábado Santo, normalmente os jovens rumam à feira semanal para verificarem as últimas tendências! A seguir ao almoço é lançado um foguete no alto Raposeiras para chamar os mais novos para a preparação do espaço, onde se realiza habitualmente um porco no espeto que dura até altas horas da madrugada. Prevalece o espírito de camaradagem e recordam-se as aventuras do passado. Come-se, aprecia-se, comenta-se e juntam-se os amigos para passar mais uma noite de Páscoa. São todos bem-vindos à Terra da Loiça Preta. Chegada a meia-noite são lançados foguetes para anunciar o descanso nocturno.
A rebeldia característica dos jovens fazem-nos pernoitar por ali. Quem não aprecia são as esposas e namoradas que não entendem a imensa paixão por esta tradição. Nascemos e crescemos envolvido no cheiro da pólvora e sentimos prazer em ouvir estoirar os foguetes. Prometemos que para o ano vamos dormir, mas existe uma forte vontade de não cumprir.
Pelas seis da manhã inicia-se o processo de transferência dos foguetes até ao local de descarga e começa-se a delinear a ordem de lançamento. São lançados 4/5 foguetes em diferentes pontos da Raposeiras.
Às sete horas, em ponto, inicia-se a descarga com um foguete de estalaria seguido de vinte e um foguetes de tiro. Posteriormente realiza-se uma descarga de foguetes que tem a duração aproximada de duas horas. Da parte da tarde, durante a visita Pascal são lançados oito dúzias de foguetes que alegram as ruas desta localidade.
Os foguetes acompanham o Nosso Senhor. Estes são os ponteiros que permitem a assiduidade. Quando é lançado um foguete a 100 metros de casa, o Sr. Padre está perto. Abrem-se as portas e recebe-se o Senhor.
Passada a cruz na Raposeira, terminam os foguetes, acabou-se a Páscoa. Findou-se mais um ano em que tudo correu bem. Regressa-se a casa e recupera-se o corpo estafado.
Estas vivências contribuem para o engrandecimento dos valores de proximidade, vizinhança e orgulho nas nossas tradições e na nossa Terra.
A juventude da Raposeiras nasceu e cresceu envolvida nesta tradição.
Esta juventude é demasiado orgulhosos para desistir desta tradição. Apenas em 2009 esta tradição começou a ser realizada de acordo com a legislação em vigor. Surpreendentemente as autoridades apareceram e fizeram o que lhes competia: punir quem desafia a ilegalidade. A partir de então, sempre foi tirada uma licença para o lançamento de foguetes.

Em 2012 a tradição vai voltar a ser cumprida.

Opinião: Despedimentos facilitados, Concordo!!


Num período de incertezas para todos os Portugueses é inevitável que surjam mudanças e retrocessos nas conquistas sociais que foram alimentando a incompetência e o comodismo de milhares de trabalhadores.

Pessoalmente, não me faz qualquer confusão que “certos e determinados” empregados com seis, dez, vinte ou trinta anos de “casa” sejam despedidos por não possuírem qualidades que satisfação o actual paradigma económico e as exigências de um mercado cada vez mais exigente e competitivo.

Acabou o tempo dos “espertos” que passavam o dia a cozinhar partidas, a saborear cigarros, a conversar da bola e da novela, a tomar cafezinho, a lanchar, a ajeitar intrigas, a apropriar-se de objectos alheios e a mandar mensagens para o filho e para a namorada.
Acabou-se o tempo das lideranças camufladas. Acabou-se o tempo de quem foi desenvolvendo a serventia fútil. Acabou-se o tempo de quem já não faz falta. Acabou-se o tempo da falsidade e da mediocridade.
Acabou-se o tempo de sair às 17horas e 29 minutos. Acabou-se o tempo do quarto de hora académico. Acabou-se o tempo dos estatutos cultivados á “sombra” dos outros.
Acabou-se o tempo de todas as pessoas que acham que por pertencerem a uma organização durante anos e anos são imunes às suas obrigações. A “velhice” nunca foi, não é, nem irá ser sinónimo de imunidade vitalícia. 
Acabou-se o tempo de encobrir esta realidade. 

Actualmente as pessoas que reúnem estas características convivem com nervosismo, a ansiedade e a possibilidade real de perderem o seu posto de “férias”. Foi um ciclo interessante na vida de muitos portugueses mas, finalmente existem evidências que estes vícios irão fazer parte do passado.

Esta é uma visão muito própria, mas fundamentada com exemplos de uma realidade nua e crua que muitas vezes não temos coragem de abordar abertamente.

Conferências / Seminários / Workshops / Encontros Nacionais e Internacionais



● 25/11/2010 - Participou no Seminário "Avaliação de Riscos na Utilização de Substâncias Perigosas" organizado pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT); Ver Certificado!

● 03/04/2008- Participou na Conferência de Contabilidade e Fiscalidade no âmbito das Comemorações dos 20 anos do Curso de Gestão de Empresas da ESTV; Ver Certificado!

● 24/10/2007→ 26/10/ 2007 - Participou nas 6as Jornadas Internacionais de Resíduos subordinadas ao tema " Valorização Orgânica de Resíduos" organizadas pelo Departamento de Ambiente da Escola Superior de Tecnologia de Viseu e Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental (APESB); Ver Certificado!

● 23/10/2007- Participou no Workshop "Optimising the C cicle: How to implement a consistent strategy for de management of organics”, organizado pelo Departamento de Ambiente da ESTV e Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental, no âmbito das 6as Jornadas Internacionais de Resíduos; Ver Certificado!

●19/03/2007→ 21/03/2007 - Participou nas Conferências "Valorização de Resíduos Eléctricos e Electrónicos", “A Minha Experiencia na NASA”, “ Energia Eólica/ Microgeração em Portugal”, “ Apresentação do Software Auto Desk – Revit” e “Recursos Humanos da Mota Engil” organizadas pela Associação de Estudantes da ESTV no âmbito da V Semana Cultural da ESTV; Ver Certificado!

● 10/11/2006- Participou no Meeting Electrónico subordinado ao tema " Energia Nuclear" organizado pelo Departamento de Engenharia Electrotécnica da ESTV;

● 23/03/2006→25/03/2006 - Participou no Encontro Nacional de Engenharia do Ambiente, Ensino, Ciência e Inovação organizado pelo Departamento de Ambiente da ESTV; Ver Certificado!

● 22/04/2006 - Participou no Seminário "Associações" organizado pelo projecto Cumum_Rede Cultural e Câmaras Municipais de Tondela, Mangualde, e Santa Comba Dão; Ver Certificado!

● 21/10/ 2005 -Participou na Conferência " cTIC 2005 - Tecnologias de Informação e Comunicação" subordinado ao tema "Habitação Digital" organizado pelo Departamento de informática da ESTV;
 Ver Certificado!

● 12/05/2005 - Participou no Seminário "Higiene e segurança no trabalho" organizado pela Escola Superior de Saúde de Viseu; Ver Certificado!

● 07/04/2005 →09/04/2005 - Participou no 3º Encontro Nacional de Estudantes de Engenharia do Ambiente, subordinado ao tema "Inovação e Tecnologia Ambiental” organizado pela Associação Nacional de Estudantes de Engenharia do Ambiente em colaboração com Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente na Universidade do Porto; Ver Certificado!

● 15/03/2005 - Participou na Conferência "Biodisel, Quando? Como e porque? organizado pelo Núcleo de Alunos de Engenharia do Ambiente da ESTV; Ver Certificado!

● 15/10/2004 →16/10/2004 - Participou no 1º Fórum Nacional de Estudantes de Engenharia do Ambiente, subordinado ao tema "Engenharia do Ambiente, Coordenadas para o Futuro” organizado pela Associação Nacional de Estudantes de Engenharia do Ambiente na Universidade de Aveiro;
 Ver Certificado!

● 24/03/2004 -Participou na Conferência " Fogos Florestais: que futuro?" organizado pelo Departamento de Ambiente da ESTV; Ver Certificado!

● Participou na Acção de Formação em Administração Pública e Participação em Matéria de Ambiente e Urbanismo organizada pela Associação Olho Vivo. Ver Certificado!
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