15/SET/2012 TAMBÉM ME VOU MANIFESTAR

Após uma breve reflecção decidi também escolher o dia 15 de Setembro de 2012 para me manifestar. È um ato de determinação.
A última vez que integrei uma manifestação pública era ainda estudante e, por não concordar com a estratégia do Presidente da Instituição onde estudava tive o prazer de fazer parte de um grupo de pessoas que frontalmente assumiu que queríamos outro rumo para a instituição.
Estando a par de todas as jogadas de bastidores optei por defender o projeto que acreditava e que julgava ser o melhor para o futuro do IPV.
Passados três anos sinto a mesma motivação, a mesma energia e a mesma vontade de ir para a rua. Demonstrar o meu desagrado, a minha indignação pela situação vergonhosa em que se encontra este pedaço de terra falido. Se na altura tive receio de nunca mais acabar o curso, porque estava contra aos interesses de professores que me davam aulas, hoje… nenhum receio me atormenta.
Hoje tirei a tarde das minhas “merecidas” férias para estar em luta.
Critico ferozmente a incompetência de quem nos governou ao longo dos últimos 30 anos e conseguiu delapidar Portugal. Irrita-me ver e ouvir atuais comentadores, Seres teóricos que são comentadores porque não sabem fazer mais nada e no passado apenas contribuíram significativamente para o estado lastimável do meu país.
Não posso com hipocrisias e lições de moral de incompetentes. Muito menos de “papagaios lacaios”.
Estas pessoas, entre outras merecem ser, no mínimo, enxovalhada na praça pública. Sou frontalmente contra quem tem “cola nas mãos”.
È normal que o povo se questione. Porque é que temos que pagar uma divida aberrante que em nada contribuímos para que esta existisse?
E onde estão os responsáveis por tamanha calamidade? Quem são os rostos que contribuíram para este tristonho cenário comprometedor?
È normal que ninguém aceite. Qualquer inocente se revolta por ser condenado/preso. Qualquer pessoa se revolta por pagar por aquilo que não fez. Ainda pior quando a sentença que é anunciada aproxima-se da pena de morte!
A incerteza e enorme. Receia-me o meu futuro. Receia-me o futuro dos meus filhos. Receia-me o futuro das pessoas que mais estimo.
Isto é revoltante.
Já para não falar dos desempregados. Que frustração andar a estudar e não ter uma oportunidade para trabalhar na área. E aqueles que não têm qualquer oportunidade de ganhar honestamente um salário?
Estas eram razões mais que suficientes para eu sair para a rua. Como não me contento apenas com a dissolução deste governo, porque não é solução, não participei na iniciativa que decorreu hoje em todo o país.
Não me revejo no mote :”QUE SE LIXE A TROIKA” porque à cerca de um ano estávamos na bancarrota. O memorando era duríssimo. Só os mais desatentos não se aperceberam do que nos esperava. Pedimos 78 milhões agora temos que os pagar!
Mas “QUERO A MINHA VIDA DE VOLTA” o mais rápido possível.
Por um lado as pessoas indignam-se com o aumento dos impostos mas, simultaneamente recusam medidas que podem aliviar a despesa. Recusamos privatizar a RTP, cortes em Institutos e fundações, cortes nas taxas de saúde e na educação, dispensa d professores e dispensa de funcionários públicos.
A gota de água foi “retirar ao colaborador e dar ao patrão”. Claro que não me identifico com está medida apesar de muitas e muitas empresas estrem a registar um declínio impar. Será que existem outras alternativas, mais suaves, que minimizem o impacto nas nossas vidas? Quais?
O Povo necessita de respostas. Uma falha colossal do atual governo. Não sabe comunicar com o Povo. Não necessitamos de uma máquina publicitária, como existia até então, para camuflar as políticas desastrosas que eventualmente imperam. De forma séria, cada desfalque, cada intensão, cada estudo, cada alternativa, cada medida deveria ter uma justa justificação.
O atual governo, se quer ser entendido tem que cortar, ainda mais nos salários dos ministros, deputados, secretários, boys e afins. Tem que reduzir as despesas dos ministérios ao mínimo. Tem que cortar em reformas megalómanas. Não pode favorecer os grandes poderes instalados.
Haja coragem para reorganizar as estruturas criadas ao longo dos últimos anos para servir a clientela politica.
O atual governo tem que ser exemplo. Só com exemplo é que vamos entender as suas reais intenções.
Admiro a amabilidade de um partido que subscreveu o memorando e agora, com a desgraça, perfila-se como o salvador nacional. Puro aproveitamento da desgraça. Se fossem alternativa, apresentavam soluções. Se fossem alternativa, enquanto governo, não tinham contribuído significativamente para esta desgraça nacional.
Eu quero soluções. O Povo procura soluções. O jogo do desgaste para aproveitamento próprio é feio.
Contem comigo para exigir…. Para ir para a rua… de forma pacífica (ou não!) reivindicar o que nos roubaram, mas sem interesses camuflados….