Num período de incertezas para todos os Portugueses é
inevitável que surjam mudanças e retrocessos nas conquistas sociais que foram
alimentando a incompetência e o comodismo de milhares de trabalhadores.
Pessoalmente, não me
faz qualquer confusão que “certos e determinados” empregados com seis, dez,
vinte ou trinta anos de “casa” sejam despedidos por não possuírem qualidades
que satisfação o actual paradigma económico e as exigências de um mercado cada
vez mais exigente e competitivo.
Acabou o tempo dos “espertos” que passavam o dia a cozinhar
partidas, a saborear cigarros, a conversar da bola e da novela, a tomar
cafezinho, a lanchar, a ajeitar intrigas, a apropriar-se de objectos alheios e
a mandar mensagens para o filho e para a namorada.
Acabou-se o tempo das lideranças camufladas. Acabou-se o tempo de quem foi desenvolvendo a serventia fútil. Acabou-se o tempo de quem já não faz falta. Acabou-se o tempo da falsidade e da mediocridade.
Acabou-se o tempo das lideranças camufladas. Acabou-se o tempo de quem foi desenvolvendo a serventia fútil. Acabou-se o tempo de quem já não faz falta. Acabou-se o tempo da falsidade e da mediocridade.
Acabou-se o tempo de sair às 17horas e 29 minutos. Acabou-se
o tempo do quarto de hora académico. Acabou-se o tempo dos estatutos cultivados
á “sombra” dos outros.
Acabou-se o tempo de todas as pessoas que acham que por
pertencerem a uma organização durante anos e anos são imunes às suas
obrigações. A “velhice” nunca foi, não é, nem irá ser sinónimo de imunidade
vitalícia.
Acabou-se o tempo de encobrir esta realidade.
Actualmente as pessoas que reúnem estas características convivem
com nervosismo, a ansiedade e a possibilidade real de perderem o seu posto de “férias”.
Foi um ciclo interessante na vida de muitos portugueses mas, finalmente existem
evidências que estes vícios irão fazer parte do passado.
Esta é uma visão muito própria, mas fundamentada com
exemplos de uma realidade nua e crua que muitas vezes não temos coragem de
abordar abertamente.
